quinta-feira, 5 de maio de 2011
“Logo de manhã, bom dia!”
Não é só no consultório do dentista não, em todo lugar, num restaurante, numa loja, no banco. No curso de ASB vou logo dizendo que ninguém tem nada a ver com seus problemas, seja ele qual for : brigou com o marido, namorado, tem conta para pagar, dormiu mal, está com fome, está com frio, dor de cabeça, sei lá. A impressão que fica quando se chega num lugar e é recebido com uma cara feia é de que aquele lugar não é agradável e que se está insatisfeito com o trabalho. ou não gosta do que faz.
Um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite “, acompanhado de um sorriso é muito bem vindo! E com certeza passa uma impressão bem melhor àquele que é recebido assim. Quem não gosta de ser bem recebido? De ser chamado pelo nome, de um pouquinho de atenção…
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Na recepção : “O meu é pior!”
Na recepção de um consultório ou clínica, seja médica ou odontológica, alguns pacientes preferem ler, ainda que aquela revista velha, sem capa, com notícias do ano passado, onde a Juliana Paes nem estava grávida (Queridos, colegas! Revista velha na recepção NÃO pode! Please!). Outros preferem conversar enquanto esperam pelo atendimento. Tentando de alguma forma esquecer o medo.
Nas conversas vários assuntos são abordados, mas o mais, o “top”, é o seu próprio estado de saúde (bucal ou geral). Um quer estar pior que o outro. É incrível! Na recepção do dentista, um começa contando sobre o seu dente, quando o outro já interrompe dizendo : “O meu é pior! “O meu dente está muito complicado, a dentista vai extrair, vai ter que tirar osso e além de tudo a raiz está curvada”. Na recepção do médico não é muito diferente. Um quer ter a mazela pior.
Impressionante como o ser humano gosta de sofrimento. Um sempre está pior que o outro. Ninguém se vangloria por ter dentes perfeitos ou um ótimo estado de saúde. Parece que as pessoas precisam de tragédias para se sentirem poderosas, guerreiras. Assim a recepção se torna o lugar onde os pacientes desabafam ou disputam : “Quem é o pior?”