Peguei minhas últimas coisas. A casa estava abandonada. Senti um vazio. Fui muito feliz ali. Mas, nos últimos meses morando naquela casa, a felicidade tinha ido embora.
Olhei aquilo que um dia fora um jardim, o território do Jack, hoje estava tomado pelo mato que crescia alto. Fechei a porta. Tranquei o portão. De dentro do carro dei uma última olhada. Lágrimas desceram pelo meu rosto. Pensei…acabou. Só restaram lembranças. Resolvi seguir em frente sem olhar para trás. Percorri pela última vez aquele trajeto.
Senti como se eu tivesse deixado junto com aquela casa a antiga Kellen. Como se eu tivesse me dividido em duas. Ou até saído do meu próprio corpo. Daqui pra frente vida nova. Uma nova Kellen. Novos sonhos. Um novo começo.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Mudanças…
A mudança muitas vezes é dolorida. É difícil. Mas, chega um ponto em que mudar é necessário. Mudar pode significar crescer, aprender, evoluir.
Quando levei uma rasteira na vida a primeira coisa que me veio a cabeça foi : “Onde foi que eu errei?”. Não, eu não errei. Eu vivi. É, eu vivi intensamente. Mas, para chegar a esta conclusão, muita dor e muitas lágrimas foram derrubadas. Processo lento.
Toda mudança é composta de um processo. Deixar o que lhe parecia bom para trás e iniciar uma vida nova. Cortar este cordão e recomeçar, reinventar não é nada fácil. Tenho vontade de fugir. Pular esta fase como se fosse um jogo. Mas, não é assim. Amigos, familiares tentam ajudar, mas nada podem fazer, já que esta estrada é minha. Só eu posso e devo percorrê-la.
Mas, é muito bom saber que tenho alguém ali, caminhando no acostamento desta estrada como se fosse um ponto de apoio, uma equipe de resgate.
Comecei a percorrer a estrada, já dei alguns passos para esta mudança. Mas, uma coisa eu digo, mudo, mas minha essência, minha alma, não.
Quando levei uma rasteira na vida a primeira coisa que me veio a cabeça foi : “Onde foi que eu errei?”. Não, eu não errei. Eu vivi. É, eu vivi intensamente. Mas, para chegar a esta conclusão, muita dor e muitas lágrimas foram derrubadas. Processo lento.
Toda mudança é composta de um processo. Deixar o que lhe parecia bom para trás e iniciar uma vida nova. Cortar este cordão e recomeçar, reinventar não é nada fácil. Tenho vontade de fugir. Pular esta fase como se fosse um jogo. Mas, não é assim. Amigos, familiares tentam ajudar, mas nada podem fazer, já que esta estrada é minha. Só eu posso e devo percorrê-la.
Mas, é muito bom saber que tenho alguém ali, caminhando no acostamento desta estrada como se fosse um ponto de apoio, uma equipe de resgate.
Comecei a percorrer a estrada, já dei alguns passos para esta mudança. Mas, uma coisa eu digo, mudo, mas minha essência, minha alma, não.
terça-feira, 13 de março de 2012
A fragilidade da vida
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| Ander e seu pai |
Nossa saúde é tudo. Sem saúde não se chega muito longe. Mesmo com toda a tecnologia deste mundo, quando aquela bactéria resolve se tornar resistente, nem o mais poderoso dos antibíóticos é capaz de matá-la. E o nosso corpo luta. Luta pela vida. Sofre, sofre...e cansa. Deveras com uma luta em vão.
Fica a saudade daquele que nos deixou. Por mais que estejamos nos preparando, a dor da perda não tem como. Com certeza é diferente daquele que se vai num acidente, sem estar doente. Perder alguém é difícil.
Ontem, perdi meu sogro. Ander ficou sem seu pai. Ficou aquele vazio, um buraco enorme. Não quero ser egoísta e nem posso.Temos que aceitar. Ele realmente descansou. O guerreiro lutou o quanto pode. Até o último gás.
Prefiro lembrar das coisas boas, de nossas risadas, do seu jeito engraçado de ser.
Peço a Deus, força para que possamos passar por esta e que toda dor seja transformada em lembranças das melhores que possamos ter, daqueles que um dia amamos e se foram.
A vida é passageira e devemos aproveitá-la ao máximo. Não podemos deixar para amanhã quando queremos dizer e mostrar o quanto amamos alguém. Conhecer lugares novos, pessoas interessantes, experimentar sabores.Sentir...ver...usar e abusar dos sentidos.Viver a vida na sua maior plenitude.
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